quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Apresenta-se o Grupo de Estudos em Quirópteros da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul: Biologia, Ecologia e Evolução


Trabalho apresentado no IV SIEPE – Unipampa Bagé, em 27/11/2012.

MELO, C.A.R; BICA, M.S.N.; FRANCO, R.M; PERAZZO, G.

O Grupo de Estudos em Morcegos da Fronteira Oeste do RS: Biologia, Ecologia e Evolução (GEMor) prevê, dentre outras atividades, a identificação dos quirópteros reunidos na Coleção Zoológica da Unipampa, Campus Uruguaiana. Os exemplares desta coleção foram doados à instituição e muitos deles não apresentam identificação e/ou classificação taxonômica errôneas. Sendo assim, este trabalho apresenta as espécies de quirópteros catalogadas na Coleção Zoológica da Unipampa, campus Uruguaiana. Para a execução do trabalho, foram utilizadas referências bibliográficas e chaves de identificação da área.  Deu-se preferência, em um primeiro momento, para a análise de caracteres externos, tais como folha nasal ou características da cauda, que permitiram a separação dos espécimes em famílias. Após esse primeiro estágio, passou-se a categorização de subfamílias, tribos, gêneros e espécies, utilizando também a técnica de análise dentária e cranial, através de retirada do crânio de diversos espécimes.  A partir deste trabalho, identificamos a existência de 11 espécies pertencentes a três famílias. Família Molossidae (cauda livre do uropatágio): Eumops bonariensis, E. patagoniensis, Molossus molossusM. ruffusTadarida brasiliensis. Família Phyllostomidae (com folha nasal): Desmodus rotundus, Micronycteris megalotis, Sturnira lilium, Chrotopterus auritus. Família Vespertilionidae (cauda contida no uropatágio e pólex bem desenvolvido, livre da membrana do propatágio): Histiotus montanus, H. velatus.  No decorrer do processo, foram observados diversos espécimes catalogados equivocadamente, talvez por falta de literatura apropriada, pois os estudos sobre quirópteros brasileiros eram escassos até pouco tempo. Além disso, alguns exemplares foram inicialmente catalogados a mais de 40 anos, tempo considerável para alterações na classificação taxonômica. Dessa forma, o trabalho realizado até o momento, contribuiu tanto no treinamento para o futuro trabalho envolvendo espécimes vivos (objetivo do GEMor), como de base inicial para a Coleção Zoológica da Unipampa, além de gerar conhecimento acerca da quiropterofauna regional.