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Para aqueles que nos chamam de filhos da p***

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Dia 19 me senti ofendido com uma declaração de agressão gratuita no facebook feita por uma amiga (pelo menos eu a considero amiga): a Amanda. A Amanda é minha colega de aula, evangélica, filha de evangélica, irmã de evangélico que, segundo ela me contou ano passado, é altamente homofóbico. Bom, em geral, não conversamos sobre religião; ela tem a sua, eu não tenho nenhuma. Mas o print screen no começo do texto mostra sua declaração: ela chamou a todos os ateus e, portanto, eu junto, de filhos da puta (ou alguém tem dúvida do que letras os três asteriscos pudicamente escondem?). Intemperança evangélica, talvez; talvez a pouca idade; talvez tenha se expressado mal; talvez até tenha tentado fazer uma brincadeira, já que seu comentário termina com rsrrsrsrsrs. Respondi-lhe – buscando manter o alto nível apesar da agressão gratuita – que “não basta acreditar em um livro escrito na Idade do Bronze cheio de contradições e basear seus julgamentos morais por ele, é preciso, ainda, t...

De frente com Nitrogênio

Para os poucos que acompanham meus posts e está estranhando minha ausência, digo-lhes: não é por falta de vontade. Poucas coisas me dão mais prazer do que compartilhar meus mal escritos textos; mas viajens pela faculdade (Itaara, Rosário, Itaqui), trabalhos em várias componentes curriculares, a aproximação das provas e a lida de “dona-de-casa” nesta vida de pai separado às vezes não deixam muito tempo para escrever. Hoje, porém, tenho um trabalho da componente curricular Transformações da Matéria, ministrada pela professora Fabiane Ferreira. Desde o primeiro semestre temos um grupo de trabalho que se comprometeu a fazer as tarefas de maneira diferente, como forma de tentar desenvolver novas perspectivas educacionais, com farto uso da criatividade (que sobra em meus colegas) e muito bom humor. Para esse trabalho, por ideia da Amanda Machado (que também trabalhou como diretora, figurinista e diretora de produção), resolvemos apresentar o nitrogênio de uma forma alternativa, fugin...

Homem primata

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Na segunda passada (23/4), em conclusão à aula da qual participei como monitor da disciplina Universo em Evolução e Evolução da Vida na Terra no dia 9/4 ( aqui relatada ), assisti junto à turma do 1º semestre de Ciências da Natureza ao vídeo “O Que Darwin Não Sabia”, da BBC.  Após o vídeo, uma colega me fez um questionamento sobre a evolução humana. Não foi a primeira vez que ouvi a pergunta e, desta forma, explico aqui, resumidamente, o que sei sobre o assunto, visando explica-la a outros que também a tenham e quem sabe dar minha modesta colaboração para o entendimento desta tão pouco compreendida – mas mesmo assim tão debatida – Teoria da Evolução. A indagação é, nas palavras de minha colega: Se evoluímos do macaco, então por que nós paramos de evoluir? O macaco um dia vai se transformar em ser humano? Em primeiro lugar, se você não sabe o que é, basicamente, a Teoria da Evolução, sugiro que comece por O Capelão do Diabo e as moscas sem asas , neste blog. Mas prossiga...

Em defesa de Richard e dos alunos discriminados

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Professor Attico Chassot, ministrando a Aula Magina, na Unipampa Uruguaiana Quinta-feira da semana passada (19/4), tive o privilégio de ouvir duas falas do professor Attico Chassot , uma no Rodas de Conversa Intercampi, outra na Aula Magna. Um dos mais importantes educadores do país, Chassot é formado em Química, mestre e doutor em Educação, tem mais de 60 artigos e 15 livros publicados. Mas além de ouvi-lo falar, ainda tive o prazer de conversar com o professor, e constatar sua grandiosidade ao aceitar ouvir os argumentos desse ‘aluno impertinente’, que ousou discordar de um monstro sagrado como ele. Ele me ouviu com toda sua calma e simpatia, lembrando um avô que ouve pacientemente as razões do neto antes de apresentar as suas e, quando as mostra, o faz sem ranço ou desprazer, mas com sabedoria (que o Mestre Chassot tem de sobra) e argumentos muito bem embasados. Sobre o que versava nossa conversa? Sobre a militância ateísta de Richard Dawkins e suas constantes afrontas ...

Documentário sobre darwinismo

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Pessoal, para quem quer saber mais sobre a evolução da Teoria da Evolução (peço perdão pela repetição, " bis repetita non placet"), mas é isso mesmo; como Darwin chegou à teoria, como ela era vista, como quase foi abandonada pelo meio científico, e como a síntese lhe deu nova vida e permitiu chegar ao Século XXI como uma das mais fortes (devido a seu embasamento em evidências) teorias da ciência em todos os tempos. O nome do documentário é "O que Darwin não sabia" (What Darwin Didn't Know), é da BBC e está legendado em português europeu. Por ser muito extenso (1h28min), o documentário foi dividido em nove partes. Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7 Parte 8 Parte 9 (final)

É preciso evolução!

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Desde há muito tenho acompanhado o embate criacionistas x evolucionistas na nação mais rica do mundo. Lá, o lobby dos grupos fundamentalistas religiosos se confunde com a direita política, que tem voto de boa parte da população, especialmente entre a fatia denominada WASP (White, Anglo-Saxan and Protestant, ou branco, anglo-saxão e protestante em bom português). “Coisa de grigo”, sempre pensei, desdenhoso, maravilhado com meu Brasil, onde impera o sincretismo que, se não incentiva, ao menos não fica no caminho da boa ciência, mormente depois da redemocratização ocorrida em 1985 (antes, ou você era cristão ou um pária na escola). Recentes fatos, dentre os quais o assustador crescimento do fundamentalismo religioso tem mudado essa cena. A exemplo dos protestantes estadunidenses, os nossos têm mostrado suas garras elegendo deputados com o único fim de defender interesses religiosos na Câmara, chegando ao cúmulo de promover cultos no plenário, jogando no lixo os artigos 5º, Inc. VI e 19, ...

Homenagem à Semana Santa

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