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Kéfera e o feminismo que interrompe

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Se você, como eu, já passou dos 40, é possível que nunca tenha ouvido falar da Kéfera; se for o caso, talvez, como eu, você devesse consultar a Wikipedia, foi lá que fiquei sabendo que essa curitibana de 25 anos e uma atriz, vlogueira e escritora brasileira; assim, acredito que seja muito conhecida por quem não nasceu pouco depois da extinção do último megatério, como é meu caso... Mas como ia falando, nunca tinha ouvido falar da moça até poucos dias atrás, quando vi uma certa comoção nas redes sociais em torno de um debate ente a tal Kéfera e um rapaz em um programa apresentado pela Fátima Bernardes (como um ser originário do Pleistoceno, confesso que prefiro um bom livro a programas da TV aberta…) . Por um lado, via pessoas nas redes sociais comemorando e dizendo que Kéfera havia “sambado” na cara do moleque, por outro, pessoas dizendo que ela teria sido extremamente rude e mal-educada. Confesso (e acho que é outro hábito de quem quase viu a extinção das preguiças-gigantes) que não …

Ciência no Velho Oeste: o uso de um podcast na divulgação científica

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Trabalho apresentado no 10º Siepe Unipampa, Santana do Livramento, RS, em 06/11/2018, premiado como melhor apresentação oral na categoria Extensão. 
Slides da apresentação

INTRODUÇÃO Vacinas são, historicamente, o meio mais efetivo e seguro para se combater e erradicar doenças infecciosas, e quanto a isto há consenso científico (MANDAL, 2018), entretanto, mesmo com o consenso, crescem mundialmente os movimentos anti-vacina (HOTEZ, 2017); como isso é possível? Para Vasconcellos-Silva & Castie (2010), o problema se centra na saturação das informações advindas de meios e fontes plurais; sob o mantra das “versões equilibradas”, dizem eles, os ruídos e rumores de risco, amplificados pelo “efeito celebridade”, acabam gerando um ciclo de informações falaciosas que acabam ocupando os espaços reservados ao conhecimento científico. Vasconcellos-Silva & Castie (op.cit.) afirmam que tal é ainda mais preocupante quando se pensa tratar-se de saúde infantil, na qual decisões equivocadas podem l…

Chocante: descobri que não sou ateu...

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Gente, não é incrível passar mais de 30 anos definindo-se algo e, de repente, sem mais nem menos, descobrir que está errado? Aliás, é ainda pior! Não ‘descobrir’ que está errado, mas descobrirem que você esteve se definindo errado o tempo todo?
Pois é, aconteceu comigo, acreditem… desde meus 11 ou 12 anos me definia como ateu, burro que sou! E por que fazia isso? Bem, porque após tomar contato com coisas díspares tais como outras religiões além da que fui criado, filosofia e, principalmente, ter me maravilhado com a ciência após esta ter me sido apresentada por Carl Sagan na série Cosmos; após ter lido os livros que existiam do Sagan, do Stephen Jay Gould e ter tomado contato com filósofos como Nietzsche, compreendi que haviam outras explicações para “isso tudo aí”, e que esta explicação não prescindia de uma divindade. Fui crescendo mas, burro que sou, continuei a estudar e raciocinar; li a Bíblia, li o Corão, li o Bhagavad Gita, li o Livro dos Mortos tibetano e egípcio… mas li ta…

Tortura: crime sem justificativa possível

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Quem conhece meu blog sabe que o mesmo texto que escrevo aqui é traduzido para o inglês em meu outro blog. Para você que não é brasileiro e está lendo este texto compreenda: o Brasil está tomado pela loucura! Um bom exemplo que tenho visto é a proliferação de supostas “pessoas de bem” defendo não só a volta do regime militar, tema que já tratei anteriormente neste blog, como defendendo as torturas e mortes havidas durante o regime. Em um post, por exemplo, fala-se que a ex-presidente Dilma fala que foi torturada, mas não fala de seus crimes que, segundo o post, justificariam as torturas sofridas. Em outro, é mostrado uma senhora segurando um cartaz onde afirma ter nascido em 1920, dizendo ainda que que não foi torturada ou morta pelo regime militar brasileiro por “não ter matado, não ter assaltado, não ter explodido carros e não ter roubado bancos ou armas”. Quando inquiridos, os proprietários das postagens muitas vezes resumem: era uma guerra, a tortura estava justificada… Outros, quando…