Conhecendo a comida e uma boa samaritana

Oshkosh: Lindas casas de madeira...
Oshkosh é uma cidade linda.
Parece realmente as cidadezinhas de filmes americanos, com casas de madeira de dois andares, muitas com a bandeira americana à frente, gramados muito bem cortados, ruas bem cuidadas, sem qualquer lixo na via pública.
A universidade é igualmente limpa, bem estruturada, bem equipada. É enorme, tem 136 acres e nela estudam mais de 13 mil graduandos e pós-graduandos nas mais diversas áreas.
Tive sorte novamente, os dormitórios, em geral, são para duas pessoas, ganhei um individual, acarpetado e com direito a guarda-roupas, escrivaninha, estantes para livros, cadeira confortável, camiseiro, cama macia, forno micro-ondas e frigobar; tudo, como sempre, impecavelmente limpo e arrumado.
...em ruas largas, bem cuidadas e muito limpas

Estou estranhando um pouco a comida, não tanto por sua qualidade, mas por sua distribuição... Não sou acostumado a comer muito pela manhã (em geral uma xícara de café e um pãozinho de 50g com manteiga são o suficiente), mas aqui, como é sabido, o brekfast é consumido com muito ovo mexido, hambúrguer, cereais...
Ao meio-dia, quando realmente estou com fome, tenho que me contentar com um sanduíche e salada...
Mas à noite... Bah, nessa dá gosto! Ontem mesmo, comi arroz branco, frango com molho, uma ‘papa’ de trigo salgado (não sei o nome e a aparência é nada convidativa, mas é simplesmente delicioso!), acompanhado de ervilhas frescas, feijões verdes, grão de bico, milho, azeitonas pretas, cogumelos fatiados, vagens... Tinha também pizza e outras guloseimas, mas eu ansiava sinceramente por comida de verdade! E o melhor, deliciosa e farta; como me explicou minha guia, quando viu que eu tinha enchido o prato pensando que era uma única servida: você pode chegar aqui quando abrir o RU (restaurante universitário), pagar uma única vez e ficar se servindo indefinidamente até o restaurante fechar! Novamente dei mancada... É às vezes difícil compreender de cara novas culturas, e minhas referências de RUs no Brasil são bem distintas: uma única servida, parca e de comida não tão apetitosa... Mas na próxima eu prometo que vou ter mais parcimônia por servida, afinal, não quero passar a impressão que no Brasil somos uns esfomeados... Em minha defesa, argumento que no fim-de-semana eu tive que me contentar com lanches, pois o RU estava fechado, já que a Universidade ainda está no período de férias; e eu até gosto de lanche (pizza principalmente), mas lá uma vez por semana e apenas em uma refeição...
Vista do prédio onde estou residindo na universidade
No fim de semana estivemos, também, no mercado que, como tudo nessa cidade pequena (pouco mais de 66 mil habitantes) fica incrivelmente distante; isso se explica, em parte, por que os terrenos são todos espaçosos, e em uma área grande moram poucas pessoas, fazendo a cidade se expandir.
Vista do Rio Fox; ao fundo dá pra ver o prédio onde resido.
No domingo – quando aqui não circulam ônibus – fomos conhecer um centro de alimentação, distante uns 40 minutos de caminhada sob um sol de 35ºC. Enchi meus pés de bolhas e minha colega estava quase desmaiando de calor. Como retornar sem coletivo? Ou pior, como ir ao mercado, que fica no outro extremo da cidade, com a Universidade entre ambos? Optamos por dividir um taxi e, com um inglês precaríssimo, tentamos chamar um... parece que não deu muito certo, esperamos por quase 40 minutos em uma sombra precária e ele não apareceu.
Enquanto aguardávamos, começamos a conversar – em um inglês igualmente duvidoso – com duas senhoras simpáticas. Ao fim do tempo de espera, quando acabamos por desistir, uma das senhoras, incrivelmente, se ofereceu para nos dar carona!
Resultado: nos levou ao mercado, esperou pacientemente que fizéssemos as compras e, ao fim, nos levou à Universidade; o tempo todo sorrindo e tentando se comunicar!


Na despedida, nossa “boa samaritana” ainda nos deixou seu endereço e telefone, e no inglês mais simples que pode, para que conseguíssemos entender, nos explicou: em qualquer emergência me procurem. Sorte de principiante!

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