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Meu credo

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(Produção textual “Concepções Pessoais sobre Origem e Evolução da Vida na Terra”, da cadeira Universo em Evolução e Evolução da Vida na Terra, Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza, Unipampa, Campus Uruguaiana) Minha professora de Universo em Evolução e Evolução da Vida na Terra, Diana Salomão de Freitas, em uma aula citou-nos o livro “Escrever é Preciso”, um alfarrábio aparentemente interessante (ainda não o li), que tem seu título parodiado de uma famosa frase de Pessoa: “Navegar é preciso, viver não é preciso”, dando-nos (a professora) sua acepção sobre a frase famosa, de que o ‘preciso’ teria o sentido de exatidão, e não de necessidade. Bom, a frase, que nos remete aos Luzíadas, cabe bem em minha concepção sobre a vida na terra, apenas pensando no ‘preciso’ enquanto ‘necessário’ mesmo: Somos um barco carregando genes, que são os reais comandantes, e como tal, é forçoso que naveguemos pela vida, cumprindo nossa faina de nascer, crescer e passar adiante os ditos genes. Qu...

Chico Xavier e os tupinambás

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Sabe, é interessante conseguir definir uma palavra, conseguir compreendê-la realmente. Neste final de semana consegui, depois de 40 anos falando, compreender em toda sua extensão o sentido da palavra Tédio (com um T bem grande pra você, como diria o Renato Russo). Bom, começo a história com um ditado que diz que o casamento é uma instituição onde um dos dois está sempre com a razão e o outro é o marido... Olha, não sei se é bem assim, mas o fato de minha mulher ter me convencido a assistir “As Mães de Chico Xavier” no cinema, somente para levá-la, me fez, no mínimo, cético quanto à existência do livre arbítrio marital; some-se a isto o fato de ela estar toda emotiva com o dia das mães e temos a receita explosiva para que o ato de negar-se ir a um evento desses possa resultar em uma noite dormindo no sofá (com toda a dor nas costas que tal repreensão possa representar prum gordinho como eu). Tá certo que eu arrastei ela para assistir “Os Mercenários” e “Criação”, mas vamos concordar: os...

Supremo refaz as contas: XX+XY=XX+XX=XY+XY

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Na última quinta (5/5), tive um dia cheio. 7h da manhã estava no ônibus pro trabalho, 19h, discutia o significado biológico da vida na faculdade e, na uma hora de intervalo entre os dois, reunião do Grupo de Estudos em Origem e Evolução da Vida. Cheguei em casa ‘quebrado’, louco por uma cama confortável, mas enquanto comia uma torrada para manter a forma (esfera é uma forma, certo?), passava os olhos pelo e-mail em busca de algo que não pudesse ser deixado para o dia seguinte. Surpresa! Uma mensagem da Liga Humanista Secular (por sinal, muito bem redigida, adoro um texto bem escrito) dava conta do dia histórico: O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovara, por unanimidade, o reconhecimento das uniões homoafetivas como união estável. “Já não era sem tempo!”, expresso sorrindo para o monitor, enquanto meu filho mais velho espera impaciente que eu libere o computador e minha mulher pergunta se quero outra rodada de pão, queijo e presunto aquecidos. Sim, caro leitor, cara leitora, já não er...

Gaúcho Dentes de Sabre

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    Pessoal, para quem ainda não conhece, recomendo o podcast Fronteiras da Ciência, do Departamento de Física da UFRGS:  http:\\frontdaciencia.ufrgs.br     O desta semana está imperdível, fala sobre os fósseis gaúchos.     O da semana passada também está MUITO bom, fala sobre ateísmo. Para quem se interessa ou apenas quer compreender melhor o tema, não deixe de acessar. Recomendo que acompanhem semanalmente.

Didi, Dedé, Mussum, Zacarias e as verdades científicas inconvenientes

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Meu amigo Finkler se diz frontalmente contra o dito ‘politicamente correto’; segundo ele, sua contrariedade reside, principalmen-te, em que esta nova atitude matou o humor. “Pense só”, me diz ele, “os Trapalhões, hoje, não conseguiriam aque-las sacadas geniais que nos fizeram felizes nos anos ’70 e ’80, seria um processo atrás do outro”. Realmente penso que não se faz mais humor como antigamente (talvez eu só esteja ficando velho, lembro de meu avô dizer coisas semelhantes sobre a época dele), mas não sei até que ponto a mesmice e a falta de graça do humor brasileiro dos últimos anos se deve ao politicamente correto e, pra falar a verdade, considero que a perda de programas de humor – por mais que aprecie o humor – é uma perda relativamente pequena se realmente colaborar para um mundo socialmente mais justo, menos preconceituoso, menos agressivo às minorias. Considero-me um sujeito alinhado com os anseios de meu tempo e, como ateu, não posso aceitar explicações tais como que uma divind...
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Pequeno dicionário prisional

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Todos os grupos humanos têm uma linguagem própria, seja ela formada de termos técnicos, de gírias ou de ambos. Por exemplo, é quase impossível ver um médico dizendo que o paciente está com problemas “na buchada”, ou um militar chamando um projétil de ‘bala’, ou um político falando ‘mentira’ ao invés de ‘inverdade’; da mesma forma, você não ouvirá um traficante falando em cocaína, mas em ‘farinha’ ou ‘açúcar’; um marinheiro sempre irá se referir a bombordo e estibordo e não ao lado esquerdo e direito do navio, e um economista geralmente pronunciará  ‘valores monetários’ e não ‘dinheiro’. O sistema prisional não foge à regra. Temos aqui gírias e termos para muitas coisas, nomes esses totalmente estranhos ao restante da população. Vou aqui expor brevemente esses termos, tanto a título de curiosidade quanto pelo fato de que, para manter o colorido do mundo cinza da carceragem, muitos deles serão usados em meus textos sobre o assunto. Formado principalmente por uma aglutinação de termo...